há um tempo onde tudo desfalece em lembranças e enquanto as mãos e os pés estão atados no presente a cabeça, fora do corpo, fora de órbita habita a efemeridade breve de uma memória, fluida e gentil. e os olhos vesgos quase atônitos se deslumbram com agora que viveram há tanto tempo e se esquecera e inquieta, feito um estalo boia. o vento, o cheiro, o mar. essa água salgada e fria, os sorrisos, é o além mar. amo-te sem lembrar, sem esquecer, sem conhecer-te.
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