'O espelho reflecte certo; não erra porque não pensa.
Pensar é essencialmente errar.
Errar é essencialmente estar cego e surdo'
Alberto Caeiro

Sentidos

terça-feira, 21 de abril de 2009

Pobre Povo


Pobre povo, ceguinho
Entre a rosa e o espinho,
Laranja e podridão,
Escravatura e corrupção!

Pobres de nós, indulgentes
Tudo perdoamos e esquecemos
A Governos incompetentes
E fingimos que vivemos…

Somos já raça de mendigos
Atolados no desemprego,
Dívidas e outros inimigos
Do nosso grande sossego.

Aplaude novamente
O “bom do politico” que passa
E que tão bem te mente…
Ou mostra, Povo, a tua raça!

Vera Sousa Silva

2 comentários:

Otário disse...

'sem eira nem beira' dos Xutos, ilustra a mesma situação.

Fern. disse...

Piores são os que compreendem o quanto é ridículo este espetáculo e nada fazem.Ridículos somos nós.
Belo poema!

Beijos!

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